O que somos?
O que fomos?
Por onde andas?
Através de que ondas?
Somos um par de luvas de lã.
Ora rasgado; ora louçã.
Somos rosas das quais o enxerto
Nunca mais há de dar certo.
Fomos mordidos pelas bocas sangrentas,
Sujas com o néctar que afugentas.
Fomos dilacerados pela fumaça
Da fogueira das dores jamais escassa.
Mar revolto e devoluto
Contra o qual ainda não luto.
Negra lama de anátemas coberta.
Chuva de gritos bate à porta.
Através de uma taça trincada
Que serve de chave para a porta da escada
Que sempre sobe; jamais desce;
A um mundo de onde teu olhar me esquece...
Obrigado... querida...
Ervália, 02/07/2013
Cristiano Durães
"Através de uma taça trincada
ResponderExcluirQue serve de chave para a porta da escada
Que sempre sobe; jamais desce;
A um mundo de onde teu olhar me esquece..." Que lindo *-*