quinta-feira, 18 de julho de 2013

Culpa

Quando a angústia me espera
Entre os anseios e dúvidas em que ando,
Penso e choro, nesse sonho, quando
Descubro o que perdi na realidade austera.

Quantos delírios deixei calarem-se
Sem os gozar de coração e alma!
Ah! Quisera eu mais vidas de enlace,
Perdendo-me no ardor de negra lama.

Sinto as rosas de tempos atrás
Secando-se agora; no princípio desse verão
Tão virtuoso, hipócrita e sagaz.

Cada abraço que perdi sem razão...
Por medo, a dor que não vi tão medaz...
E por vergonha, os versos que não guardei no coração...

Ervália, 29/06/2013

Cristiano Durães

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