quinta-feira, 18 de julho de 2013

Jantando

Tanto me peço pra me ver;
Tanto se perde ante o dever...
Em luas e flores não nomeadas
Perguntas dormitam a punhaladas.
Duvidam tanto do amor alheio
E fazem do amor próprio um enleio.

Quero, amor,
Por onde for,
De ti, não o dulçor nauseante do mel,
Mas sim a embriaguez do hidromel.
Quero alucinar-te com o absinto
Que é- simplesmente- tudo o que sinto.

Seja uma dia
Vida e poesia
Nos sonhos dum poeta cansado
Que sempre esteve ao teu lado
Com receio de tomar a frente
E dizer aquilo que sente.

Não busco sabores que já conheço,
Tampouco, duma ceia, o recomeço.
Mas não custa ao mais fino paladar
Tentar, cada prato e vinho, experimentar,
Já que a gente savbe do amargo do desdém
Sem saber qual o sabor que a gente tem.

Ervália, 15/07/2013

Cristiano Durães

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