domingo, 27 de outubro de 2013

Poema à uma ex jovem hedonista

ATO I

Inda que nos medos-
Naquela rua-
Vi teus olhos lânguidos;
Nada que impeça que o sorrir se dilua.

Anoiteço,
Em cada lembrança
Que diz respeito ao meu tropeço,
Não importa o calor que o dia faça.

Se ainda lhe dedico tudo aquilo
Tantos versos e cigarros sem rumo...
Vendo-te, a razão eu aniquilo;
Tocando-te a certeza eu consumo.

Na rua...
A saudade rima com teu nome
Quando fazes feito nua lua
Que ao menor suspiro de doçura... some.


ATO II

Mais um cigarro.
Quem foi que disse que não pode ser assim?
Me prendo... e amarro.
Quem foi que disse que era pra mim?

Mais um campari
E instabilidade aqui é mato.
Não peço que o peito pare,
Apenas que não escolha por um simples ato.


Mais um poema
E já fica difícil arrumar rima.
Não quero sorriso nem pena
Quando, pra ti, eu não continuo acima.

Viçosa, 26/10/2013

Cristiano Durães

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