segunda-feira, 10 de junho de 2013

Lua Nova tresloucada

Há quem diga
Que esses gritos doridos
E esses suspiros de fadiga
São leves fardos
Que a alma instiga.

A princípio temos o vácuo trevoso.
Em tórridas chamas de Dante;
Em solo pútrido e rochoso
No qual- apenas por um instante-
Sentimo-nos num viver desvirtuoso.

Em seguida vem a falange atormentada
Entoando um coro sinistro e atroz
De uivante blasmêfia que enfada
Tal qual frieza de limpíssimo algoz
E o fio de sua sangrenta espada.

Foi-se... e sequer conseguiu perecer.
E nesse vale de macabros horrores
Não há bálsamo a nos desvanecer
Nem há perfumede amores
Entre o odor do corpo a apodrecer.

Ervália, 10/06/2013

Cristiano Durães

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