Quando grita forte
A voz que entoa no coração!
Quando clamo a sorte
Entre a dor atroz dessa canção!
Vê-se ao léu
Os tais beijos do passado!
Tem no céu
Um negro amargo e alado!
Quando murcha a alva rosa
E anoitece nos olhares perdidos!
Quando sagra-se tão honrosa
A negação; a flor dos pedidos.
Rasgam-nos os prantos
E o vento a regelar.
Os medos revoltos
Jogam-nos frente ao mar...
Ervália, 07/06/2013
Cristiano Durães
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