Sim. Sou apenas eu.
Sou um número; um desprovido.
Não. Não sou apenas meu
Sou uma fração; um olhar dividido.
Sabe-se da alvura do extinto.
E no morno do sepulcro
Um sonho de ardor faminto
Adormece em negro invólucro.
São dias e vidas ínvios e turvos.
Nos quais fulminam os valores
A prantear em castos uivos,
Incomodando os deuses e flores.
A todos, uns raios de amor.
À ela, a certeza da harmonia.
À pele, o delírio do palor.
Ao caminho, a quentura da poesia.
Ervália, 29/05/2013
Cristiano Durães
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