segunda-feira, 10 de junho de 2013

Se for de cór a cor da flor

É apenas a falta de ser
Que se renova após o dia
Sem amar e sem temer
A poesia que ela calaria.

No negro da cova e do corvo
Salta uma saudade florida.
Nos torpes entorpecidos
Abre-se um sorriso e uma ferida.

No ermo dos corpos e copos
Adormece a alegria altiva.
Mas chega a hora d'aurora...
Tão viva! Seja onde ela viva!

O que é que passa na cabeça
Dessas mulheres dementes
Com sombras nos olhos
E sombras também nas mentes?

Não sei se não sei da noite vã
Só sei que pensei que era louçã.
E na manhã do amanhã
Hei de pensar amanhã de manhã.

Ervália, 02/06/2013

Cristiano Durães

Um comentário:

  1. "No negro da cova e do corvo
    Salta uma saudade florida.
    Nos torpes entorpecidos
    Abre-se um sorriso e uma ferida." Achei lindo isso

    ResponderExcluir