É apenas a falta de ser
Que se renova após o dia
Sem amar e sem temer
A poesia que ela calaria.
No negro da cova e do corvo
Salta uma saudade florida.
Nos torpes entorpecidos
Abre-se um sorriso e uma ferida.
No ermo dos corpos e copos
Adormece a alegria altiva.
Mas chega a hora d'aurora...
Tão viva! Seja onde ela viva!
O que é que passa na cabeça
Dessas mulheres dementes
Com sombras nos olhos
E sombras também nas mentes?
Não sei se não sei da noite vã
Só sei que pensei que era louçã.
E na manhã do amanhã
Hei de pensar amanhã de manhã.
Ervália, 02/06/2013
Cristiano Durães
"No negro da cova e do corvo
ResponderExcluirSalta uma saudade florida.
Nos torpes entorpecidos
Abre-se um sorriso e uma ferida." Achei lindo isso